13/11/2025
A China e a Espanha reforçaram seus laços políticos e econômicos durante a visita do rei Felipe VI a Pequim. O presidente Xi Jinping afirmou que os dois países estão prontos para construir uma parceria estratégica global mais sólida, indicando que pretende ampliar a cooperação em áreas sensíveis e de alto valor.
O encontro ocorreu no Grande Salão do Povo, em Pequim, e marcou a primeira visita de um monarca espanhol à China em 18 anos. Apesar da distância, ambos os lados demonstraram interesse em aprofundar relações. Por isso, Xi destacou a importância da Espanha dentro da União Europeia e ressaltou que Madrid pode desempenhar um papel “único” na estabilidade das relações entre China e Ocidente.
Acordos assinados reforçam aproximação
Durante a reunião, China e Espanha assinaram dez novos acordos de cooperação. Eles envolvem setores como segurança alimentar, educação, ciência, tecnologia e inovação industrial. Assim, o Governo espanhol busca ampliar sua presença no mercado chinês, enquanto Pequim mira novos espaços dentro da UE.
Além disso, Xi Jinping disse que a China quer diversificar suas parcerias e aumentar as importações de produtos espanhóis, especialmente os de alto valor agregado. Com isso, Pequim tenta reduzir tensões comerciais com a Europa e mostrar abertura em um momento de pressão internacional.
Madrid busca bilhões em investimentos chineses
A Espanha também tem seus próprios interesses. Nos bastidores, o governo espanhol vê a China como uma fonte essencial de investimentos estratégicos, principalmente em energia renovável, baterias, automóveis e tecnologia.
Madrid deseja atrair empresas chinesas para fortalecer sua indústria e gerar empregos. Por esse motivo, insiste em uma relação mais pragmática com Pequim, mesmo enquanto países da UE adotam postura mais cautelosa diante do avanço chinês.
Tensões e riscos na relação
Apesar do clima positivo, a aproximação não ocorre sem controvérsias. Alguns parceiros europeus observam a iniciativa com preocupação. Afinal, o aumento da presença chinesa em setores estratégicos gera debates sobre dependência econômica, segurança e influência política.
No entanto, o governo espanhol acredita que é possível crescer economicamente sem romper com seus aliados europeus. Por isso, segue investindo em uma diplomacia equilibrada, tentando conciliar interesses econômicos com compromissos internacionais.





