28/09/2025
Tecnologia
São Paulo, 23 de setembro de 2025 – O Brasil voltou a se destacar no cenário internacional da ciência e da tecnologia. Pesquisadores do SP-RACE (São Paulo Research & Collaborations) concluíram o desenvolvimento de novos componentes que serão utilizados no Grande Colisor de Hádrons (LHC), localizado na fronteira entre a Suíça e a França. O LHC é o maior acelerador de partículas do mundo e um dos principais laboratórios de pesquisa em física de altas energias.
O destaque da contribuição brasileira está no sistema OpenIPMC, uma tecnologia de código aberto (open source) projetada para monitorar e controlar o desempenho das placas eletrônicas ATCA. Essas placas têm papel central no processamento dos dados gerados nas colisões de partículas que acontecem dentro do detector CMS (Compact Muon Solenoid), um dos principais experimentos do LHC.
Segundo os responsáveis pelo projeto, o OpenIPMC vai aumentar a eficiência e a confiabilidade do monitoramento das placas, além de permitir maior transparência científica, já que sua arquitetura aberta facilita a colaboração entre equipes de diferentes países.
Um marco para a ciência brasileira
A participação do Brasil no desenvolvimento de tecnologias para o LHC não é novidade, mas este projeto é considerado um marco porque representa a primeira vez que um sistema baseado em código aberto é adotado em larga escala dentro do experimento CMS.
De acordo com os pesquisadores do SP-RACE, o trabalho reforça a posição do país como parceiro estratégico em experimentos científicos de alcance global. Além disso, abre caminho para futuras colaborações em áreas como inteligência artificial aplicada à análise de dados e novas arquiteturas de processamento.
Impacto além da física
Embora o LHC seja reconhecido por suas descobertas no campo da física, como a comprovação do Bóson de Higgs, os avanços tecnológicos desenvolvidos para seu funcionamento frequentemente têm aplicações em outras áreas. Sistemas de monitoramento e processamento de alta performance, como o OpenIPMC, podem futuramente beneficiar setores como telecomunicações, computação em nuvem e segurança digital.
Especialistas destacam que a integração de ciência e tecnologia de ponta fortalece não apenas a pesquisa acadêmica, mas também a inovação industrial brasileira, ampliando as perspectivas do país no cenário global.




