Economia

“Tarifaço” dos EUA: impactos na economia brasileira e reação do governo

27/09/2025

Economia

Uma onda de medidas tarifárias impostas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros — com alíquota de até 50 % — vem desencadeando repercussões significativas para o comércio exterior e a economia nacional. A política, apelidada de “tarifaço”, gerou forte reação do governo brasileiro e acendeu o debate sobre os reais motivos da medida.


O que é o “tarifaço”

O tarifaço consiste na elevação das tarifas de importação aplicadas pelos EUA sobre produtos brasileiros. A justificativa de Washington se apoia na ideia de desequilíbrio comercial:

  • Segundo o governo norte-americano, o Brasil estaria lucrando há anos com uma balança comercial favorável, gerando impacto negativo para a economia dos EUA.
  • O presidente Donald Trump defendeu que o tarifaço era necessário para “reequilibrar a balança comercial” entre os dois países, alegando que ela estaria desbalanceada em prejuízo dos EUA.

Suspeitas de motivação política

Embora a justificativa oficial seja econômica, alguns analistas e especuladores apontam possíveis motivações políticas.
Há quem associe o tarifaço ao contexto do julgamento e condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro no Brasil, sugerindo que a medida teria sido uma forma de pressão indireta de Washington.

No entanto, essas interpretações permanecem no campo das especulações e não há comprovações concretas de que a decisão tarifária tenha relação direta com questões políticas internas brasileiras.


Reação do Brasil

O governo brasileiro considera as tarifas um ataque à competitividade nacional e reagiu em duas frentes:

  1. Diplomática – intensificando negociações bilaterais para tentar reduzir tensões.
  2. Econômica – criando o Plano Brasil Soberano, com R$ 40 bilhões em linhas de crédito para empresas exportadoras afetadas.

Impactos na economia

  • As exportações brasileiras para os EUA caíram 18,5 % em agosto, primeiro mês de vigência do tarifaço.
  • O Ministério da Fazenda projeta que o impacto no PIB seja de –0,2 ponto percentual até 2026, considerado modesto, mas com risco de piora se houver fuga de investimentos e restrição de crédito.
  • Setores como açúcar, carnes, metalurgia, madeira e indústria química estão entre os mais prejudicados.