Economia

Ratinho deixa o Brasil e investe no Paraguai: o que isso revela sobre a crise do agronegócio nacional

31/10/2025

Um bilionário com raízes no campo

Carlos Roberto Massa, o Ratinho, é muito mais que um ícone da televisão brasileira. Ele também é um empresário influente no agronegócio e um defensor do empreendedorismo rural.
Além de comandar o Grupo Massa, com várias emissoras de TV e rádio no Paraná, ele é dono de fazendas produtivas, gado de elite e atua em diferentes áreas da agropecuária.
Seu patrimônio, estimado em R$ 1 bilhão, o coloca entre os empresários mais bem-sucedidos do país. Dessa forma, seu nome ultrapassa os limites da mídia e se estende até o coração do campo brasileiro.


Mudança estratégica: do Brasil para o Paraguai

Nos últimos meses, Ratinho anunciou uma decisão surpreendente: obteve cidadania paraguaia e passou a investir no país vizinho.
De acordo com o apresentador, o Paraguai oferece melhores condições fiscais, liberdade econômica e segurança jurídica, elementos cada vez mais escassos no Brasil.
Lá, investidores estrangeiros podem adquirir terras com menos burocracia e tributação reduzida, o que facilita a expansão de negócios.
Como resultado, centenas de produtores brasileiros têm migrado suas operações para o território paraguaio.

“O Paraguai hoje oferece o que o Brasil deixou de oferecer: estabilidade, liberdade e incentivo ao empreendedor”, declarou Ratinho.


O reflexo no agronegócio brasileiro

A mudança de Ratinho é simbólica e, ao mesmo tempo, preocupante. Afinal, quando uma figura pública transfere parte de seu patrimônio produtivo para outro país, ela envia um recado direto ao mercado.
O gesto mostra que o ambiente de negócios no Brasil se tornou menos atrativo.

Entre os principais motivos dessa fuga de capitais estão:

  • A alta carga tributária sobre o produtor rural;
  • A insegurança jurídica nas questões de terra e exportação;
  • A burocracia crescente;
  • E a instabilidade política que compromete o planejamento de longo prazo.

Como consequência, há risco de redução de investimentos internos e queda na geração de empregos no campo. Além disso, a transferência de recursos para fora do país enfraquece a balança comercial agrícola e ameaça o protagonismo do Brasil no setor agropecuário mundial.


Paraguai: o novo destino do capital agrícola

Nos últimos anos, o Paraguai vem se destacando como um refúgio para empresários rurais da América do Sul.
Com leis trabalhistas flexíveis e incentivos governamentais, o país criou um ambiente fértil para o agronegócio.
Por isso, produtores de soja, milho, carne e leite têm transferido suas operações para o território paraguaio.

De acordo com o portal Compre Rural, mais de 200 produtores brasileiros já migraram parte de seus negócios para o país.
Além dos custos menores, há estabilidade regulatória e facilidade na exportação, fatores que fortalecem o crescimento.

Consequentemente, o Paraguai se beneficia com novos empregos, tecnologia agrícola e entrada de capital estrangeiro. Enquanto isso, o Brasil assiste a uma lenta, porém constante, perda de competitividade.


O alerta que Brasília precisa ouvir

A decisão de Ratinho deve servir como alerta para o governo brasileiro.
Enquanto países vizinhos ampliam incentivos e modernizam suas regras, o Brasil aumenta tributos e complica a vida do produtor.
Esse contraste tem levado muitos empresários a buscar alternativas fora das fronteiras nacionais.

Portanto, é urgente que o governo federal revise políticas agrícolas, reduza a burocracia e ofereça segurança jurídica aos investidores.
Caso contrário, o país continuará perdendo grandes nomes do agronegócio, assim como empregos e renda que sustentam milhares de famílias no interior.


Conclusão

A decisão de Ratinho de investir no Paraguai não é apenas uma mudança de endereço — é um símbolo do desgaste econômico enfrentado por quem produz no Brasil.
Enquanto o Paraguai cresce com incentivos e previsibilidade, o Brasil perde competitividade.
Dessa forma, o gesto de Ratinho ecoa como um aviso: ou o país valoriza quem produz, ou continuará vendo seus empresários cruzarem a fronteira em busca de liberdade e prosperidade.