Saúde / Bem-estar

“Alerta: mulher de 53 anos morre após injeção ilegal para emagrecimento comprada em salão”

28/10/2025

Busca pelo corpo perfeito termina em tragédia

A inglesa Karen McGonigal, de 53 anos, morreu após aplicar uma injeção para emagrecer comprada ilegalmente em um salão de beleza. O caso ganhou repercussão internacional e levantou um alerta urgente sobre os riscos de usar medicamentos sem prescrição médica.

Karen adquiriu a substância conhecida como Semaglutida, indicada originalmente para tratar diabetes tipo 2, mas amplamente utilizada de forma indevida para perda de peso. Ela pagou cerca de US$ 26 (R$ 139) em maio deste ano, buscando resultados rápidos e acessíveis.
Entretanto, a decisão de usar o produto fora de um ambiente médico acabou sendo fatal.


💉 Aplicação sem supervisão médica

De acordo com familiares, a injeção foi aplicada por uma esteticista em um salão, sem qualquer preparo técnico ou acompanhamento profissional. Poucos dias depois, Karen começou a sentir fortes dores abdominais, náuseas e dificuldade para respirar.
Por isso, foi levada às pressas ao hospital e permaneceu internada por dois dias na UTI, mas não resistiu.

A polícia britânica prendeu duas pessoas envolvidas: uma suspeita de aplicar a substância e outra de vender o medicamento sem autorização. Além disso, os investigadores tentam descobrir a origem exata do produto e o grau de envolvimento dos responsáveis.


Família faz alerta após tragédia

Após a morte, a família decidiu tornar o caso público para alertar outras pessoas sobre os riscos de usar medicamentos sem orientação médica.

“Ela só queria se sentir melhor com o próprio corpo. Nunca imaginamos que isso acabaria assim”, afirmou uma das filhas.

Dessa forma, o caso serve como um lembrete de que a vaidade e a pressão estética não podem se sobrepor à segurança e à saúde.


Especialistas reforçam os riscos

Médicos endocrinologistas destacam que o uso inadequado de substâncias como a Semaglutida pode provocar complicações graves, incluindo pancreatite, falência renal e distúrbios cardíacos.
Portanto, o acompanhamento profissional é indispensável.

“O emagrecimento saudável é um processo que exige disciplina, orientação clínica e hábitos sustentáveis. Atalhos perigosos, como esses medicamentos ilegais, colocam vidas em risco”, explica o endocrinologista Dr. Paulo Mendes.

A Anvisa, por sua vez, reforça que medicamentos dessa categoria devem ser utilizados apenas sob prescrição médica e acompanhamento periódico. Além disso, a agência orienta que consumidores desconfiem de ofertas online ou em salões de beleza.


🚫 Perigo nas redes e salões

A popularização de medicamentos para emagrecimento em redes sociais e salões de estética vem preocupando especialistas. Enquanto o apelo por resultados rápidos aumenta, cresce também o número de pessoas afetadas por reações adversas graves.
Consequentemente, autoridades têm intensificado campanhas de conscientização e fiscalização.


Conclusão

O caso de Karen McGonigal reforça uma mensagem essencial: saúde não se compra em redes sociais. Nenhum resultado estético justifica a perda de uma vida.
Portanto, buscar orientação médica e evitar o uso de produtos clandestinos é a forma mais segura de cuidar do corpo e da mente.