24/10/2025
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar o ex-presidente norte-americano Donald Trump. A declaração ocorreu após uma ação militar dos Estados Unidos que destruiu uma embarcação suspeita de transportar drogas no Caribe. A operação, comandada por forças norte-americanas, terminou com a morte de todos os tripulantes.
Durante uma entrevista coletiva, Lula condenou o episódio. Segundo ele, nenhum líder tem o direito de agir como juiz da vida e da morte de outras pessoas. O presidente afirmou ainda que Trump “não está aí para matar pessoas”, em referência direta à postura intervencionista do republicano.
De acordo com agências internacionais, o governo norte-americano justificou a ação. As autoridades afirmaram que a embarcação ignorou ordens de parada e representava risco à segurança regional. Mesmo assim, o episódio provocou reações em vários países da América Latina. Muitos líderes questionaram a legalidade da intervenção militar em águas internacionais.
Lula comparou a atitude de Trump à chamada “política de força e intimidação”, típica da Guerra Fria. Para ele, o combate ao narcotráfico deve ocorrer por meio da cooperação e do desenvolvimento social, não pela violência. “A guerra às drogas não pode ser um pretexto para execuções sumárias”, destacou o presidente.
A nova crítica reacende as tensões diplomáticas entre o Brasil e setores conservadores dos Estados Unidos. Isso ocorre justamente em um momento em que Trump volta a ganhar força política no cenário americano. Enquanto isso, o Itamaraty informou que acompanha o caso e reafirmou seu compromisso com “a preservação da vida e o respeito ao direito internacional”.




