Política

Lula defende democracia e multilateralismo em encontro paralelo à 80ª Assembleia Geral da ONU

03/10/2025

Nova York – Paralelamente à 80ª Assembleia Geral da ONU, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com os presidentes do Chile, Colômbia, Espanha e Uruguai. O encontro teve como objetivo debater o multilateralismo e reforçar a defesa da democracia em meio a crescentes desafios globais.

A democracia como “florzinha frágil”

O debate resgatou a célebre frase de Otávio Mangabeira, proferida após a Segunda Guerra Mundial: a democracia é “uma florzinha frágil que precisa ser cuidada todos os dias”. Assim, a lembrança reforçou que a democracia não é conquista permanente, mas um processo contínuo. Exige vigilância diária, participação da sociedade e instituições sólidas.

Os líderes destacaram que a história mostra o alto preço pago por nações que negligenciam seus valores democráticos. Por isso, mencionaram exemplos recentes de retrocessos institucionais, avanço de governos autoritários e crises de representatividade. Esses fatores, portanto, reforçam a necessidade de união internacional.

Multilateralismo em xeque

O encontro também destacou a urgência de revitalizar o sistema multilateral, hoje pressionado por disputas geopolíticas, tensões comerciais e conflitos regionais. Lula afirmou que América Latina e Europa devem atuar em conjunto na busca por soluções coletivas. Além disso, reforçou a importância de respeitar os princípios da ONU e de fortalecer a cooperação internacional.

Segundo o presidente, o multilateralismo é essencial para preservar a paz. Ao mesmo tempo, torna-se chave para enfrentar problemas globais como mudanças climáticas, desigualdade social e o impacto das novas tecnologias.

A visão latino-americana e europeia

Os presidentes do Chile e da Colômbia ressaltaram que a América Latina tem papel central na defesa dos valores democráticos. A região, marcada por desigualdade e polarização política, exige maior integração. O Uruguai, por sua vez, destacou que a estabilidade depende da cooperação entre países vizinhos e do fortalecimento de organismos regionais.

Da Europa, o presidente do governo espanhol alertou para desafios comuns: avanço da desinformação, crise migratória e impacto da inteligência artificial nos processos eleitorais. Dessa forma, defendeu maior coordenação entre Europa e América Latina em fóruns multilaterais.

Um chamado à ação

O encontro paralelo à Assembleia Geral da ONU foi descrito como gesto político relevante. Mostrou que ainda existe espaço para diálogo e cooperação internacional.

Finalmente, ao encerrar a reunião, os líderes reforçaram a necessidade de cultivar a democracia como valor universal. Desse modo, reafirmaram o multilateralismo como caminho indispensável para enfrentar os grandes desafios do século XXI.