Internacional

“Israel desencadeia ataques a Gaza alegando violação da trégua por Hamas”

19/10/2025

Resumo

Israel lançou novos ataques aéreos contra Gaza neste domingo, afirmando que o Hamas violou o cessar-fogo ao disparar contra tropas em Rafah. O episódio representa o teste mais grave da trégua até o momento e reacende o risco de uma escalada militar na região. Além disso, o governo israelense suspendeu temporariamente a entrada de ajuda humanitária, o que agravou a crise entre os dois lados.


Ataques e acusações

No início da manhã, as Forças de Defesa de Israel informaram que combatentes do Hamas atacaram soldados israelenses em Rafah, no sul da Faixa de Gaza. Como resposta, o exército realizou uma ofensiva aérea em larga escala, atingindo alvos considerados estratégicos, como depósitos de armas, túneis e centros de comando.

O porta-voz militar Daniel Hagari declarou que Israel “não permitirá ataques durante uma trégua acordada”. Logo depois, o Ministério da Defesa confirmou que os ataques continuarão “enquanto houver ameaças diretas contra cidadãos israelenses”.

Enquanto isso, autoridades palestinas relataram 30 mortes e dezenas de feridos. O Hamas negou qualquer violação do acordo e acusou Israel de “criar pretextos” para justificar uma nova ofensiva.


Reação de Israel e impacto imediato

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a retomada da ajuda humanitária dependerá do cumprimento dos termos da trégua. Além disso, ele acusou o Hamas de “usar o cessar-fogo como escudo para rearmar-se”.

O governo israelense bloqueou temporariamente as rotas de entrada de alimentos e remédios em Gaza, o que elevou as preocupações humanitárias. Consequentemente, hospitais da região relataram falta de insumos básicos e queda no fornecimento de energia.


Motivos da nova escalada

A trégua, firmada no início de outubro com mediação dos Estados Unidos, Egito e Catar, pretendia interromper dois anos de confrontos contínuos. No entanto, segundo o exército israelense, o Hamas teria aproveitado as áreas desmilitarizadas para reorganizar suas forças e lançar novos ataques.

Em contrapartida, o Hamas afirmou que o governo israelense “nunca cumpriu integralmente o cessar-fogo” e que as operações recentes refletem “retaliações desproporcionais”.
Dessa forma, o acordo, já frágil desde o início, entrou em colapso parcial, reacendendo a tensão no Oriente Médio.


Consequências humanitárias

A nova onda de ataques deixou a população civil de Gaza em situação ainda mais crítica. Enquanto bombas atingiam áreas densamente povoadas, milhares de famílias buscaram abrigo em escolas e prédios públicos.

Devido aos bloqueios, caminhões de ajuda humanitária ficaram retidos nas fronteiras. A ONU alertou que a interrupção do fornecimento de água e energia pode causar uma crise sanitária de grandes proporções.

Além disso, agências internacionais relataram aumento no número de deslocados internos, o que evidencia o colapso da estrutura civil de Gaza.


Reação internacional e diplomática

A comunidade internacional reagiu com forte preocupação. Os Estados Unidos pediram moderação e enviaram representantes para tentar restabelecer o diálogo. Por sua vez, a União Europeia exigiu investigação independente sobre as mortes de civis.

Enquanto isso, o secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou o episódio como “um grave retrocesso” e apelou pela retomada imediata da ajuda humanitária.
Apesar das críticas, Israel manteve o discurso de que continuará agindo “em legítima defesa”.


Perspectivas para os próximos dias

Especialistas em segurança afirmam que a trégua pode ruir definitivamente se o Hamas responder com novos ataques. Por outro lado, caso ambos os lados aceitem mediação externa, há chance de estabilização temporária.

Nos bastidores, diplomatas do Egito e dos Estados Unidos trabalham para reabrir as negociações. O principal desafio, contudo, é reconstruir a confiança entre as partes — algo que, no momento, parece distante.

Em resumo, o Oriente Médio volta a viver um período de tensão que ameaça não apenas a paz regional, mas também o equilíbrio geopolítico global.