24/11/2025
Nos últimos meses, um assunto tem circulado com intensidade nos bastidores do empresariado brasileiro. Embora a grande mídia ainda trate o tema de forma tímida, declarações recentes do apresentador e empresário Carlos Massa, o Ratinho, e relatos divulgados por Pablo Marçal indicam que há um movimento crescente de retirada de capital do Brasil em direção ao Paraguai. Esse fluxo, segundo eles, teria se intensificado especialmente após o aumento das taxações implementadas pelo Governo Federal.
Ratinho confirma retirada de empresas: “No Brasil, não dá mais”
Inicialmente, o tema ganhou visibilidade quando Ratinho afirmou publicamente que transferiu parte de suas operações para o Paraguai. Segundo ele, o ambiente de negócios brasileiro se tornou extremamente pesado para quem deseja empreender.
Além disso, Ratinho destacou que a combinação entre altos impostos, custo trabalhista elevado, burocracia excessiva e insegurança jurídica contribuiu diretamente para sua decisão.
Ele reforçou que:
“No Brasil, empresário é tratado como bandido. No Paraguai, eu respiro.”
Consequentemente, sua fala repercutiu de forma intensa nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a competitividade do país.
Bastidores revelados por Pablo Marçal: “A mídia não está contando o que está acontecendo”
Posteriormente, Pablo Marçal também trouxe elementos que ampliaram a discussão. De acordo com ele, diversos empresários — especialmente os de médio e grande porte — afirmam estar retirando capital do Brasil em ritmo acelerado.
Além de comentar esse movimento, Marçal ressaltou que muitos deles preferem não divulgar seus nomes por questões estratégicas. Ainda assim, ele garante que o processo está em pleno andamento.
Segundo Marçal:
“A mídia não está contando, mas está acontecendo uma fuga em massa de capital.”
Desse modo, a percepção é de que há uma movimentação financeira e operacional muito maior do que o público geral imagina.
Por que o Paraguai se tornou um refúgio para empresários brasileiros?
Para compreender melhor esse fenômeno, é necessário observar as vantagens competitivas que o Paraguai oferece. Embora o Brasil possua um mercado interno robusto, o país vizinho tem conquistado empresários pela combinação de tributação baixa, energia barata e menor burocracia.
1. Tributação extremamente baixa
Além da carga tributária simplificada, o Paraguai conta com:
- Imposto de renda empresarial: 10%;
- IVA semelhante ao ICMS/ISS: 10%;
- Zero taxação sobre dividendos distribuídos para estrangeiros.
Consequentemente, empresas que buscam reduzir custos encontram ali um ambiente mais favorável.
2. Menos burocracia
Abrir uma empresa no Paraguai leva, em média, 48 horas, o que reduz significativamente tanto custos quanto tempo operacional.
3. Energia barata
Por causa da usina de Itaipu, o país oferece uma das energias mais baratas da América Latina, o que atrai principalmente indústrias.
4. Segurança jurídica
Enquanto o Brasil enfrenta constantes mudanças legislativas, o Paraguai mantém regras estáveis. Isso gera previsibilidade, algo extremamente valorizado no meio empresarial.
Empresários alegam que o gatilho foi a nova onda de taxações do Governo Federal
Contudo, a principal queixa dos empresários brasileiros não é apenas a burocracia, mas sim a nova onda de taxações. Desde 2023, diversos setores passaram a registrar aumento expressivo de impostos e regulações.
Dessa forma, empreendedores afirmam que:
- plataformas digitais,
- fundos exclusivos,
- holdings,
- offshores,
- comércio eletrônico,
- pequenas transportadoras
foram afetados por alterações que elevaram custos e reduziram margens.
Portanto, muitos empresários estariam concluindo que o Brasil se tornou menos competitivo, especialmente para quem precisa operar com custos controlados.
Um movimento silencioso, porém crescente
Embora não existam estatísticas oficiais sobre essa movimentação, contadores, consultores e advogados especializados relatam um aumento expressivo na busca por internacionalização.
Além disso, empresas que atuam com abertura de CNPJs paraguaios afirmam que a demanda cresceu entre 200% e 300% desde 2023.
Consequentemente, forma-se um movimento silencioso, porém contínuo, de transferência de capital e operações.
Economistas alertam para possíveis impactos futuros
Caso a tendência se mantenha, especialistas alertam para consequências graves, como:
- queda na geração de empregos,
- redução de investimentos nacionais,
- diminuição da arrecadação a médio prazo,
- e desindustrialização gradual.
Por outro lado, se houver ajustes na política tributária e regulatória, parte desse movimento ainda pode ser revertida.
Dessa maneira, a reação do governo se torna um fator decisivo para os próximos anos.
Conclusão
Apesar de a grande mídia não tratar abertamente do assunto, empresários de destaque como Ratinho e influenciadores empresariais como Pablo Marçal afirmam que existe sim uma fuga de capital significativa do Brasil para o Paraguai.
Além disso, os bastidores indicam que o movimento está longe de ser pontual. Pelo contrário: ele cresce à medida que a sensação de insegurança e alta tributação se intensifica.
Por fim, resta saber se o Governo Federal irá reconhecer essa mudança e propor medidas para impedir que mais empresas deixem o país.





