07/12/2025
O anúncio da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República em 2026 movimentou o debate político nacional. A decisão, que foi confirmada em um evento no Rio de Janeiro, veio acompanhada da declaração de que o ex-presidente Jair Bolsonaro teria entregue pessoalmente ao filho a missão de liderar o projeto eleitoral do grupo. Consequentemente, o cenário político passou a se reorganizar de maneira acelerada.
Uma “missão de família”
Flávio afirmou que assume a pré-candidatura “com senso de dever”. Além disso, destacou que se vê como responsável por dar continuidade ao projeto político iniciado em 2018 por Jair Bolsonaro. Para ele, o país atravessa um momento de “instabilidade econômica, avanço de impostos e perda de expectativas”. Por isso, defende que sua entrada na disputa representaria uma tentativa de recuperar a confiança das famílias brasileiras.
Reação imediata dentro do PL
Apesar de parte do PL ter manifestado apoio imediato ao senador, outra ala apresentou ressalvas. Entretanto, mesmo com divergências internas, o anúncio consolidou Flávio como o nome mais forte do bolsonarismo neste momento. Desse modo, ele passa a ocupar o centro das articulações conservadoras para 2026, ainda que o consenso partidário não esteja totalmente estabelecido.
Mercado financeiro reage com cautela
A pré-candidatura gerou impacto econômico quase instantâneo. O dólar subiu e o Ibovespa registrou queda considerável. Enquanto isso, analistas explicaram que o movimento expressa a preocupação do mercado com o aumento da imprevisibilidade política. Muitos investidores esperavam um nome considerado mais moderado. Portanto, a escolha de Flávio foi recebida com um misto de surpresa e apreensão.
Disputa interna e negociações futuras
Apesar da oficialização, a pré-candidatura ainda pode passar por ajustes. Setores influentes do PL afirmam que o nome poderá ser revisto caso as pesquisas não indiquem crescimento significativo. Por outro lado, aliados mais próximos insistem que a decisão reflete a vontade do eleitorado conservador, que se mantém fiel ao legado da família Bolsonaro. Assim, as próximas semanas serão decisivas para medir a solidez da pré-campanha.
Estratégia de campanha: continuidade e identidade conservadora
Flávio adotou, em seus discursos, um tom semelhante ao do pai. Referências religiosas, defesa dos valores familiares e críticas ao atual governo foram alguns dos temas centrais. Consequentemente, sua estratégia busca reforçar a ideia de continuidade, mantendo viva a base política construída desde 2018. Entretanto, o maior desafio será conquistar o eleitorado moderado, que pode definir a eleição de 2026.
O que esperar daqui para frente
Nas próximas etapas, Flávio deve focar na construção de alianças regionais e na escolha de um vice capaz de ampliar seu alcance eleitoral. Além disso, o campo progressista já prepara uma resposta à movimentação bolsonarista, o que deve intensificar a polarização política. Desse modo, a eleição de 2026 se encaminha para ser uma das mais disputadas e imprevisíveis dos últimos anos.




