Cultura

A Ascensão dos Rockefeller e o Monopólio da Medicina e da Alimentação

D. Rockefeller / Rockefeller Foundation, o sistema farmacêutico e a indústria da alimentação.

21/10/2025

A família Rockefeller construiu um império que transformou para sempre a economia e a medicina. No final do século XIX, John D. Rockefeller fundou a Standard Oil Company e, pouco a pouco, passou a dominar o setor de petróleo nos Estados Unidos. Esse poder econômico, no entanto, não ficou restrito à energia. Aos poucos, ele se estendeu também à ciência, à educação e à saúde pública.

Com o passar dos anos, os Rockefeller direcionaram sua fortuna para a criação de instituições de pesquisa, hospitais e universidades. Em 1913, fundaram a Fundação Rockefeller, que financiou projetos médicos e programas educacionais em todo o país. À primeira vista, essa iniciativa parecia um gesto filantrópico. Entretanto, muitos pesquisadores afirmam que ela estabeleceu as bases de um sistema que, até hoje, mantém a população dependente de medicamentos e produtos industrializados.


A Transformação da Medicina nos Estados Unidos

No início do século XX, o ensino médico americano passou por uma profunda transformação. Em 1910, o Relatório Flexner, financiado pelas Fundações Rockefeller e Carnegie, impôs um novo padrão às escolas de medicina. A partir desse relatório, apenas as instituições que seguissem o modelo científico moderno continuariam recebendo apoio financeiro.

Consequentemente, centenas de escolas que ensinavam terapias naturais, homeopatia, fitoterapia e medicina integrativa foram fechadas. O ensino médico, antes diverso, tornou-se uniforme e controlado por interesses econômicos. Como resultado, a medicina se distanciou de práticas preventivas e passou a concentrar-se em tratamentos baseados em produtos químicos e farmacológicos.

Assim, consolidou-se o que muitos chamam de “Medicina Rockefeller”: um sistema focado em controlar sintomas, e não em curar causas. Desde então, a população consome remédios de forma constante, enquanto as indústrias farmacêuticas acumulam lucros cada vez maiores.


O Início do Monopólio Farmacêutico

Com o avanço da indústria química, a família Rockefeller encontrou um novo meio de ampliar sua influência. O petróleo, que já sustentava sua fortuna, tornou-se também a base de produção de inúmeros medicamentos sintéticos. A partir da década de 1920, os Rockefeller começaram a financiar universidades e laboratórios, influenciando currículos e pesquisas científicas.

Pouco a pouco, os métodos naturais de cura perderam espaço, enquanto os medicamentos industriais passaram a ser vistos como a única opção legítima. Além disso, a mídia — igualmente financiada por fundações ligadas ao grupo — ajudou a consolidar a ideia de que qualquer tratamento fora da medicina convencional seria perigoso ou ineficaz.

Com o tempo, o sistema farmacêutico cresceu em proporções gigantescas. Hoje, ele movimenta trilhões de dólares por ano. Embora prometa saúde e longevidade, também mantém a população presa a um ciclo de consumo constante: quanto mais se trata, mais se compra, e quanto mais se compra, mais dependente se torna.


O Controle Alimentar e o Ciclo da Doença

Enquanto a medicina se tornava um negócio altamente lucrativo, a indústria alimentícia seguia o mesmo caminho. Grandes corporações, muitas com vínculos aos mesmos grupos econômicos, passaram a dominar a produção de alimentos. Para aumentar a durabilidade e reduzir custos, adicionaram conservantes, corantes e açúcares em excesso.

Essas mudanças alimentares provocaram um aumento expressivo nas doenças crônicas. Como consequência, milhões de pessoas começaram a depender de medicamentos para controlar diabetes, hipertensão e obesidade. Assim, o alimento industrializado alimenta o próprio sistema farmacêutico, mantendo a sociedade em um ciclo difícil de romper.

Além disso, o marketing moderno transformou o ato de comer em um processo emocional e compulsivo. O resultado é um público que consome mais do que precisa e, ao mesmo tempo, acredita que saúde é algo que se compra na farmácia.


Mídia, Educação e Poder

A influência dos Rockefeller foi além da economia e da medicina. A família também investiu em universidades, jornais e fundações de pesquisa. Dessa forma, moldou a forma como a sociedade compreende ciência, saúde e alimentação.

Através do controle das narrativas, consolidou-se um discurso que valoriza a medicina convencional e descredibiliza as terapias naturais. Consequentemente, muitos profissionais que defendem abordagens integrativas enfrentam resistência no meio acadêmico. Ao mesmo tempo, o público, exposto diariamente à propaganda farmacêutica, acredita que apenas os medicamentos industriais representam a verdadeira ciência.


O Legado e as Consequências

Os Rockefeller foram responsáveis por avanços científicos importantes. Graças a seus investimentos, universidades se modernizaram e pesquisas médicas salvaram milhões de vidas. Por outro lado, esse mesmo poder financeiro criou um modelo global centralizado, onde poucos grupos decidem o que é ciência, o que é saúde e o que é verdade.

Hoje, a medicina convencional domina o mundo. Ela trata, mas raramente cura. A alimentação moderna sustenta doenças que a indústria farmacêutica se encarrega de controlar. E, enquanto a população luta por bem-estar, o sistema cresce alimentado pela própria fragilidade das pessoas.

Portanto, o legado dos Rockefeller vai muito além da filantropia. Ele representa a consolidação de um modelo em que medicina, mídia e alimentação caminham lado a lado, sustentados pela lógica do controle, do consumo e da dependência.