11/10/2025
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (10) que aplicará uma tarifa de 100% sobre todos os produtos importados da China. A medida entra em vigor em 1º de novembro e marca a maior escalada comercial entre as duas potências desde 2018, quando o então presidente iniciou sua primeira guerra tarifária contra Pequim.
Trump anuncia nova ofensiva econômica contra a China
Trump reforçou que pretende “proteger os trabalhadores americanos” e reagir àquilo que chamou de “manipulação econômica” por parte do governo chinês. Além disso, afirmou que os Estados Unidos não podem continuar “financiando práticas comerciais injustas” que prejudicam a indústria nacional.
A medida busca fortalecer a produção interna
Segundo o presidente, a nova tarifa visa estimular a indústria americana e reduzir a dependência de produtos chineses. Ele declarou que a China “usa a desvalorização de sua moeda e subsídios ilegais para dominar o mercado mundial”.
Por outro lado, economistas avaliam que a decisão pode elevar custos para empresas que dependem de insumos importados. Dessa forma, o impacto tende a atingir o consumidor final, com aumento nos preços de diversos produtos.
Setores mais afetados pela decisão
A tarifa de 100% abrangerá todos os produtos chineses, com destaque para tecnologia, eletrônicos, automóveis e têxteis. Empresas americanas que utilizam peças ou matérias-primas da China precisarão buscar alternativas de fornecimento.
Além disso, especialistas apontam que a medida pode reorganizar cadeias globais de produção. Enquanto algumas companhias podem transferir suas operações para outros países asiáticos, outras devem investir mais em fábricas dentro dos Estados Unidos.
Reação imediata da China e de mercados globais
A China criticou duramente a decisão e prometeu responder com medidas equivalentes. O Ministério do Comércio chinês classificou a iniciativa americana como “discriminatória e prejudicial ao comércio internacional”.
Os mercados reagiram rapidamente. Bolsas da Ásia e da Europa registraram queda logo após o anúncio, e investidores demonstraram preocupação com uma possível nova guerra comercial global.
Economia mundial em alerta
O aumento das tarifas deve repercutir nas cadeias logísticas internacionais. Países que exportam insumos para a China ou que intermediam o comércio com os Estados Unidos também sentirão os efeitos.
Analistas acreditam que o cenário pode desacelerar o crescimento econômico mundial, já que o protecionismo reduz o fluxo de comércio e aumenta os custos de produção. Apesar disso, Trump aposta que o endurecimento das políticas comerciais trará resultados positivos no longo prazo, fortalecendo a economia americana.
Conclusão
Ao impor uma tarifa de 100% sobre produtos chineses, Donald Trump retoma sua estratégia de confronto direto com Pequim. O presidente busca proteger empregos e reforçar a indústria nacional, mas especialistas alertam que o custo recairá sobre consumidores e empresas.
Com as eleições americanas se aproximando, Trump intensifica seu discurso nacionalista e transforma o comércio exterior em uma de suas principais bandeiras políticas. O mundo observa com cautela os próximos passos dessa disputa, que pode redefinir o equilíbrio econômico global.




