Economia

Dólar sobe após Trump anunciar acordo de redução de tarifas com a China

30/10/2025

SÃO PAULO (Reuters) – O dólar mantém alta frente ao real nesta quinta-feira. O movimento ocorre em sintonia com a valorização da moeda norte-americana diante de outras divisas. Isso acontece depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um acordo para reduzir tarifas comerciais com a China.

Acordo reacende o otimismo global

O presidente norte-americano afirmou que o novo entendimento prevê a redução gradual de tarifas sobre produtos chineses. Em contrapartida, Pequim deve ampliar o acesso de produtos agrícolas e industriais dos Estados Unidos.
Além disso, o anúncio foi recebido com otimismo pelos investidores, impulsionando as bolsas internacionais e fortalecendo o dólar frente às moedas emergentes.

Reação no mercado brasileiro

No Brasil, o reflexo foi imediato. Às 10h15 (horário de Brasília), o dólar à vista subia 0,65%, cotado a R$ 5,39. Minutos antes, havia alcançado a máxima de R$ 5,41.
Segundo operadores do mercado, o avanço é guiado principalmente por fatores externos. Por outro lado, o fluxo cambial doméstico segue estável, sem grandes pressões internas.

“O anúncio de Trump movimenta o câmbio global e reacende a expectativa de crescimento do comércio internacional. Consequentemente, o dólar tende a se fortalecer frente às moedas emergentes no curto prazo”, explicou um operador de câmbio de São Paulo.

Cenário internacional e expectativas

Nos Estados Unidos, os índices futuros abriram em leve alta. Enquanto isso, na China, o yuan também se valorizou após o anúncio do acordo.
Assim, economistas avaliam que o novo entendimento reduz as incertezas geradas pela guerra comercial iniciada em 2018. Dessa forma, o clima de tensão entre as duas maiores economias do mundo pode começar a se dissipar.

Efeitos sobre o Brasil

No entanto, o fortalecimento do dólar ainda preocupa alguns analistas. Eles alertam que a alta da moeda pode pressionar os preços internos e encarecer importações.
Por outro lado, especialistas acreditam que, caso o acordo seja consolidado, ele abrirá novas oportunidades para as exportações brasileiras.
“O avanço do diálogo entre Estados Unidos e China tende a beneficiar o comércio global. Portanto, o Brasil pode se favorecer indiretamente, especialmente no setor agroexportador”, afirmou um economista ouvido pela Reuters.