Política

STF em Turbulência: Silêncio de Fachin Alimenta Crise Interna e Aumenta Pressões no Caso Banco Master

24/12/2025

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, não se manifestou sobre as acusações ligadas ao caso Banco Master. Esse silêncio tem provocado desconforto entre ministros da Corte. Além disso, a postura da presidência tem sido vista como um fator que amplia críticas externas e tensiona o ambiente interno.

O caso envolve publicações que sugerem que o ministro Alexandre de Moraes teria atuado em temas relacionados ao banco antes da tentativa frustrada de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB). Entretanto, Moraes publicou notas para negar qualquer interferência indevida.

Reações internas

Alguns ministros defendem que Fachin deveria fazer um pronunciamento institucional. Segundo integrantes do STF, um posicionamento público poderia reduzir especulações e preservar a imagem da Corte. Por outro lado, ainda não há consenso sobre qual seria a forma ideal de manifestação.

Até o momento, apenas o decano Gilmar Mendes se manifestou. Ele declarou ter “absoluta confiança” em Moraes e minimizou o impacto das acusações. Consequentemente, sua fala se tornou a única defesa pública de alto nível dentro do tribunal.

O que está em debate

A movimentação financeira do Banco Master foi alvo de questionamentos após intervenção do Banco Central, que barrou a operação envolvendo o BRB. Assim, o tema evoluiu de um processo administrativo para um debate político-institucional. Além disso, o silêncio de Fachin gera espaço para interpretações que colocam o STF sob suspeita.

Moraes afirma que suas conversas com autoridades tiveram outro objetivo. Segundo suas notas oficiais, ele tratou de temas relacionados à Lei Magnitsky, não da transação bancária. Entretanto, veículos críticos sustentam a necessidade de esclarecimentos adicionais.

Próximos passos do processo

Enquanto o debate institucional avança, o ministro Dias Toffoli, relator do caso, manteve a acareação entre investigados marcada para 30 de dezembro. A Procuradoria-Geral da República pediu a suspensão, porém Toffoli negou o pedido. Assim, o processo segue em andamento.

Além disso, a crise reacendeu discussões sobre ética na magistratura. A Corte já vinha estudando um código de conduta para ministros. Agora, o caso Master pode acelerar a agenda e influenciar o debate jurídico em 2026.