Internacional

Crise à vista: Banco do Brasil entra na mira da Lei Magnitsky após sanções contra Moraes

05/10/2025

Deputado aliado de Trump pressiona Tesouro dos EUA

O deputado norte-americano Rich McCormick, aliado do ex-presidente Donald Trump, enviou um ofício ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.
Ele pediu esclarecimentos sobre o possível descumprimento das sanções da Lei Magnitsky por bancos que atuam no Brasil.

O documento, revelado pela coluna de Paulo Cappelli no Metrópoles, mostra a preocupação de McCormick com a permanência de Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal.
Segundo o deputado, a situação cria riscos de conformidade para empresas americanas que investem no país.

Além disso, o parlamentar afirmou que o Brasil precisa demonstrar alinhamento com as normas internacionais de combate à corrupção e de integridade financeira.


Banco do Brasil sob a lupa internacional

O Banco do Brasil é o principal alvo da investigação.
Fontes americanas acusam a instituição de descumprir sanções impostas contra Alexandre de Moraes, aplicadas sob a Lei Magnitsky.

De acordo com analistas, o banco teria emitido um cartão da bandeira ELO ao ministro, mesmo após as penalidades dos Estados Unidos.
Essas transações mantiveram pagamentos e movimentações financeiras que a lei proíbe.

A legislação americana é clara: nenhum banco pode manter contas, contratos ou transferências para pessoas sancionadas.
Mesmo assim, segundo congressistas republicanos, algumas instituições brasileiras usam manobras internas para evitar o bloqueio de operações e proteger seus clientes políticos.

“Ao manter vínculos com pessoas sancionadas, bancos desafiam as normas internacionais e colocam o sistema financeiro global em risco”, declarou McCormick.


Risco de bloqueio em dólar e colapso financeiro

As consequências são sérias.
Se o Banco do Brasil for considerado em violação à Lei Magnitsky, ele pode perder o direito de operar em dólar.
Sem acesso à moeda americana, o banco ficaria isolado do sistema financeiro internacional.

Essa proibição provocaria fuga de capital, queda imediata das ações e colapso financeiro dentro da instituição.
Além disso, investidores estrangeiros poderiam retirar recursos do país, afetando o câmbio e a confiança no mercado brasileiro.


Outros bancos em alerta

O impacto vai além do Banco do Brasil.
Instituições como Itaú, Bradesco, BTG Pactual e Santander reforçaram seus setores de compliance para evitar riscos semelhantes.
Esses bancos sabem que qualquer falha pode resultar em sanções automáticas e perda de credibilidade global.

Por outro lado, especialistas em direito internacional alertam que o Brasil vive um impasse jurídico.
As sanções da Lei Magnitsky têm efeito extraterritorial, mas atingem diretamente bancos que estão sob jurisdição brasileira.


Reação do governo brasileiro

O governo acompanha o caso com cautela e preocupação.
Fontes do Itamaraty afirmam que a situação é delicada e potencialmente explosiva.
O episódio pode abalr a relação diplomática com os Estados Unidos e afetar a estabilidade do sistema bancário nacional.

Enquanto isso, setores republicanos em Washington pressionam o Tesouro americano a agir com firmeza.
Eles querem ampliar a fiscalização sobre bancos brasileiros e impedir qualquer tentativa de descumprimento das sanções.


Conclusão

A pressão de Rich McCormick e de aliados de Trump transformou o caso Magnitsky em um novo ponto de tensão entre Brasil e Estados Unidos.
Se as denúncias forem confirmadas, o Banco do Brasil pode enfrentar bloqueio de dólares, fuga de capital e colapso financeiro.

Assim, o episódio mostra que a Lei Magnitsky ultrapassa o campo político e se consolida como uma poderosa ferramenta de pressão econômica no cenário global.


Frase foco:

“Se o Banco do Brasil for punido sob a Lei Magnitsky, pode perder o direito de operar em dólar, o que provocaria fuga de capital, queda de ações e colapso financeiro.”