27/12/2025
Moraes no centro da polêmica
O ministro do STF, Alexandre de Moraes, está no centro de uma nova controvérsia. Segundo a grande imprensa, ele pressionou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em temas ligados ao Banco Master, instituição que entrou em liquidação após denúncias de fraude bilionária.
Além disso, o assunto ganhou força porque envolve diretamente decisões regulatórias do sistema financeiro.
Ligações e reuniões chamam atenção
De acordo com reportagens recentes, Moraes fez ligações e participou de reuniões com Galípolo justamente no período em que o Banco Central avaliava a compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB).
Conforme relatado pela Gazeta do Povo, o ministro teria telefonado seis vezes em apenas um dia, o que elevou o nível de suspeitas e, portanto, ampliou a repercussão do caso.
Contrato bilionário aumenta desconfiança
Além das ligações, outra informação contribuiu para o debate. O escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, possui um contrato com o Banco Master estimado em R$ 129 milhões.
Por consequência, parlamentares afirmam que o vínculo pode indicar favorecimento, caso as supostas pressões se confirmem. Assim, o tema passou rapidamente do noticiário financeiro para o campo político.
O que dizem Moraes e o Banco Central
No entanto, Moraes negou qualquer interferência. Ele afirma que os encontros com Galípolo discutiram apenas os efeitos da Lei Magnitsky, que bloqueou contas e transações financeiras ligadas ao ministro no exterior.
O Banco Central, por sua vez, confirmou a existência das reuniões. Entretanto, declarou que o conteúdo tratado se limitou à Lei Magnitsky, afastando qualquer discussão sobre decisões envolvendo o Banco Master.
Reação política no Congresso
Enquanto isso, a repercussão chegou com força ao Legislativo. A oposição prepara um pedido de CPI para investigar o caso e, adicionalmente, articula um pedido de impeachment.
Segundo líderes oposicionistas, o episódio ameaça a separação dos poderes e, além disso, fragiliza a confiança nas instituições do Estado.
Aliados minimizam o caso
Por outro lado, ministros do STF e aliados políticos defendem Moraes. Para esse grupo, o caso representa uma “tempestade em copo d’água”. Além disso, eles afirmam que a oposição tenta usar o tema para criar desgaste institucional e mobilizar sua base.
Debate maior: transparência e governança
Em resumo, o caso escancarou uma discussão maior: como garantir transparência no contato entre autoridades e órgãos técnicos?
Especialistas em governança defendem protocolos com registros oficiais de reuniões, justamente para evitar crises semelhantes. Nesse sentido, acreditam que a comunicação pública pode fortalecer a credibilidade e, portanto, o equilíbrio entre os poderes.




