Política

A Queda do Agro no Governo Lula: Entenda o Que Está Acontecendo!

29/10/2025

O paradoxo do agronegócio brasileiro

O agronegócio vive um momento de contradição: enquanto a safra de grãos 2025/2026 deve atingir recordes históricos, os produtores rurais enfrentam um cenário de endividamento alarmante e queda drástica na rentabilidade.
De acordo com projeções da Conab, o país deve colher cerca de 350 milhões de toneladas de grãos, com destaque para soja e milho. No entanto, por trás desses números positivos, esconde-se uma crise silenciosa que ameaça a sustentabilidade do campo.

Endividamento e juros sufocam o produtor

Os juros elevados, que permanecem em torno de 15% ao ano, tornaram o crédito rural quase inacessível. Muitos agricultores relatam dificuldades para renovar financiamentos, enquanto bancos endurecem as exigências diante da alta inadimplência.
Segundo dados da Serasa Experian, a inadimplência no setor agro chegou a 7,9% em 2025, o maior índice da série histórica. No Rio Grande do Sul, por exemplo, os produtores acumulam R$ 27,4 bilhões em dívidas, segundo a Farsul.

Safra recorde, lucro mínimo

Apesar da supersafra esperada, o produtor não está lucrando. Os custos de produção aumentaram com fertilizantes e defensivos mais caros, e o preço das commodities caiu no mercado internacional.
Com isso, a margem de lucro despencou, e muitos produtores relatam que estão “colhendo prejuízos” mesmo em meio à maior produção da década.

Falta de apoio e infraestrutura precária

Outro gargalo grave é a infraestrutura deficiente. O Brasil não possui armazéns suficientes para armazenar toda a produção. Em diversas regiões, agricultores são obrigados a vender seus grãos rapidamente, a preços baixos, por falta de espaço e logística.
Enquanto isso, programas de incentivo e crédito rural têm liberações lentas, e a confiança no governo despencou entre empresários do setor.

O papel do governo federal

Grande parte desses problemas é atribuída à gestão do governo federal, que, desde o início do mandato, tem se esforçado para enfraquecer o agronegócio — um dos setores mais fortes e independentes da economia brasileira.
Produtores e entidades do campo afirmam que a liberação de verbas é limitada, o que impede investimentos em tecnologia e sustentabilidade.
Além disso, recentes medidas de retomada de terras anteriormente utilizadas por produtores rurais têm causado insegurança jurídica e instabilidade no campo, prejudicando a produção e desestimulando o investimento privado.

Especialistas apontam que o desalinhamento político entre o governo e o setor rural agrava a crise. O agro, responsável por cerca de 25% do PIB brasileiro, vem sendo tratado com menor prioridade nas políticas públicas, o que cria uma percepção de abandono.

Recuperações judiciais e risco de colapso

O número de recuperações judiciais no agronegócio aumentou exponencialmente em 2025, especialmente entre médios produtores. Entidades do setor alertam para uma possível crise sistêmica se o governo não intervier com medidas de alívio financeiro.
Sem acesso a crédito e com margens cada vez menores, muitos produtores estão à beira da insolvência.

Impactos políticos e econômicos

A base rural, historicamente um dos pilares econômicos do país, tem manifestado insatisfação com o governo Lula, acusando falta de diálogo e de políticas eficazes para conter a crise.
Economistas alertam que, se o quadro persistir, o PIB do agronegócio — responsável por cerca de um quarto da economia nacional — pode sofrer retração significativa em 2026.


Conclusão

O Brasil pode colher a maior safra da história, mas enfrenta um dos piores momentos de rentabilidade no campo. O paradoxo é evidente: produção em alta, lucro em queda.
A “queda do agro” no governo Lula não é apenas uma metáfora política — é um reflexo de políticas públicas mal direcionadas, juros altos, retomadas de terras produtivas e falta de incentivo real ao setor que sustenta grande parte da economia nacional.