08/01/2026
A Polícia Federal investiga indícios envolvendo pagamentos mensais, citações em mensagens e registros de viagens relacionados a Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A apuração integra uma representação encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) dentro do inquérito que investiga um esquema de fraudes bilionárias no INSS.
Suposta mesada de R$ 300 mil
De acordo com depoimento colhido pela PF, um ex-funcionário de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, afirmou que Lulinha teria recebido uma espécie de “mesada” estimada em R$ 300 mil.
Além disso, investigadores encontraram referências ao valor em mensagens extraídas de celulares apreendidos durante a operação.
No entanto, a Polícia Federal destaca que ainda analisa a veracidade dos pagamentos, e não confirma, até o momento, que os valores tenham sido efetivamente repassados.
Citações em mensagens investigadas
Além dos relatos financeiros, a PF identificou menções diretas ao nome de Lulinha em conversas trocadas entre investigados. Nessas mensagens, interlocutores fazem referência a repasses e citam expressões como “filho do presidente”.
Por esse motivo, os investigadores anexaram os diálogos ao relatório enviado ao STF, que agora analisa o conteúdo como parte do conjunto probatório.
Registros de viagens
Outro ponto que chamou a atenção da Polícia Federal envolve viagens realizadas em conjunto entre Lulinha e uma empresária citada no inquérito. Segundo os investigadores, há passagens aéreas com o mesmo localizador, o que indica deslocamentos compartilhados.
Entre os registros analisados, aparecem voos nacionais, como trechos entre Brasília e São Paulo, e também ao menos uma viagem internacional para Portugal. Essas movimentações coincidem com períodos considerados sensíveis na investigação financeira.
Hipótese em análise
Diante desses elementos, a PF avalia a hipótese de que Lulinha possa ter atuado como “sócio oculto” em interesses ligados ao esquema investigado. Ainda assim, os investigadores reforçam que não existe indiciamento formal contra ele até o momento.
Defesa nega irregularidades
Por sua vez, a defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirma que ele não figura como investigado formal no inquérito. Segundo os advogados, as menções ao seu nome representam interpretações equivocadas e não indicam qualquer participação em irregularidades.
Enquanto isso, o STF segue analisando o material encaminhado pela Polícia Federal, e as investigações continuam em andamento.





