Política

Brasília vive crise institucional: senadores protocolam impeachment contra Alexandre de Moraes

28/12/2025

O clima político na capital federal ficou tenso nos últimos dias. Um grupo de senadores apresentou um pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal. O documento foi protocolado na Procuradoria-Geral da República e no Senado. A ação marca um dos momentos mais desafiadores para o equilíbrio institucional do País.

O que motivou o pedido

Os parlamentares afirmam que Moraes teria atuado de forma irregular em temas ligados a contratos do Banco Master, envolvendo sua esposa. Eles alegam que houve possível influência indevida e falta de comprovação de serviços. Assim, os senadores defendem que há indícios de crime de responsabilidade. Moraes ainda não se manifestou sobre as acusações.

Oposição quer acelerar o movimento

A oposição tenta avançar rapidamente. Por isso, articula a suspensão do recesso parlamentar. A ideia é permitir que novos pedidos sejam protocolados ainda nesta semana. Integrantes da ala conservadora afirmam que o País vive um “abuso institucional” e que o Congresso precisa reagir.

Contexto jurídico aumenta a pressão

O ministro Alexandre de Moraes segue no centro de decisões de grande impacto. Nos últimos dias, ele determinou a prisão do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, que tentou deixar o Brasil. A medida reforçou críticas de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que dizem haver perseguição política. Por outro lado, juristas defendem que as decisões seguem a lei.

Ano eleitoral amplifica a disputa

A crise surge em um momento delicado. A eleição presidencial de 2026 já está em pauta. Jair Bolsonaro confirmou apoio ao filho, Flávio Bolsonaro, como pré-candidato. Esse anúncio, portanto, fortalece o embate entre Judiciário e grupos alinhados ao bolsonarismo.

Um momento histórico para o Senado

A Constituição permite o impeachment de ministros do STF. Contudo, jamais um processo desse tipo avançou. O pedido atual, portanto, coloca o Congresso diante de uma escolha decisiva. Se o Senado der andamento, o País pode enfrentar uma crise institucional inédita. Caso ignore, a tensão política pode crescer ainda mais.