Economia

Inflação desacelera, mas preços continuam altos: famílias brasileiras seguem pressionadas pelo custo de vida

28/12/2025

A inflação mostra sinais de desaceleração no último trimestre, segundo dados do governo. Mesmo assim, quem vai às compras percebe outra realidade: o custo de vida continua pesado, principalmente para famílias com renda mais baixa.

Nos supermercados, itens básicos seguem entre os maiores problemas. Arroz, feijão, leite, carnes e hortaliças registram aumentos contínuos, e o cliente sente a diferença direto no bolso. Cada ida ao mercado representa mais cuidado, comparação de preços e, em muitos casos, a necessidade de deixar produtos para trás.

Economistas apontam três fatores que sustentam essa alta: fretes ainda caros, impacto do clima nas safras e serviços que retomaram força com valores maiores após a pandemia. Esses elementos formam um cenário em que o consumidor não recebe alívio, mesmo quando os indicadores apontam melhora.

Para contornar o problema, muitas famílias mudam hábitos. Algumas trocam marcas, outras reduzem itens não essenciais ou priorizam feiras populares. Cortes no lazer se tornaram rotina em grande parte dos lares, o que afeta o orçamento e também o bem-estar social e emocional.

A projeção para os próximos meses indica estabilidade, mas sem previsão clara de queda nos preços. Especialistas explicam que salários mais altos e empregos formais podem trazer um alívio real, desde que o país consiga ampliar renda e garantir estabilidade econômica.

A diferença entre números e experiência diária evidencia uma questão central: o alívio nos indicadores só terá valor quando o povo sentir esse impacto no carrinho de supermercado.