Esportes

como as SAFs estão redesenhando o futebol brasileiro em 2025

27/12/2025

O futebol brasileiro vive, em 2025, sua maior mudança estrutural em décadas. Isso ocorre porque o avanço das SAFs (Sociedades Anônimas do Futebol) transformou clubes tradicionais em empresas com capital aberto, o que, consequentemente, alterou o mapa político e econômico do esporte. Além disso, a presença crescente de grupos internacionais indica que o futebol nacional entrou em uma nova era.

Um novo mapa de poder dentro do futebol

Com a adesão de dezenas de clubes ao formato de SAF, o ambiente esportivo mudou significativamente. Agora, dirigentes dividem espaço com executivos, conselhos financeiros e investidores. Portanto, tornou-se evidente que as decisões internas dos clubes deixaram de ser apenas esportivas; elas também se tornaram instrumentos de influência política, empregos, incentivos fiscais e debates legislativos.

Interesses internacionais em alta

Desde 2023, fundos do Oriente Médio, Europa e Estados Unidos passaram a enxergar o Brasil como o maior celeiro de jovens atletas. Em 2025, esse movimento se intensificou. Enquanto antes os clubes dependiam de venda de jogadores para sobreviver, agora, muitos utilizam capital externo para investir, o que garante estabilidade financeira e maior competitividade.
Ainda assim, esse tipo de influência levanta dúvidas sobre o controle do patrimônio cultural do país, já que os investidores buscam retorno rápido, nem sempre alinhado com o sentimento das torcidas.

O impacto para clubes, torcedores e o futebol nacional

Embora as SAFs tragam gestão profissionalizada e reduzam o peso das dívidas antigas, elas também provocam efeitos colaterais. Por exemplo, há clubes que relatam aumento expressivo das receitas com marketing, direitos de TV e naming rights. Além disso, estádios e centros de treinamento estão sendo modernizados, o que melhora a experiência do atleta e, sobretudo, do torcedor.

Por outro lado, cresce o distanciamento entre torcida e decisões internas. Muitos torcedores, portanto, sentem que perderam o direito de participar do destino do clube, algo que antes acontecia por meio de eleições, conselhos e associações. Nesse sentido, a profissionalização traz eficiência, mas pode custar a identidade.

Principais impactos observados

  • modernização de estádios e estrutura
  • quitação gradual de dívidas históricas
  • chegada de investidores estrangeiros
  • aumento de receitas comerciais
  • menor participação popular nas decisões

Consequentemente, cria-se um dilema: o futebol precisa ser eficiente financeiramente, porém não pode perder sua essência social.

Ponto de Vista

O futebol brasileiro sempre representou muito mais do que um jogo. Ele carrega história, memória e pertencimento. Assim, em 2025, o modelo SAF coloca em confronto duas realidades: a necessidade de gestão profissional e a preservação cultural dos clubes.

Em suma, a pergunta que ecoa dentro e fora dos estádios é simples: o futebol brasileiro continua pertencendo ao povo ou tornou-se apenas um ativo do mercado global?