Política

Mendonça e Nunes Marques viram votos para Messias no Senado o que isso representa

06/12/2025

A indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal ganhou um novo impulso. Isso porque os ministros André Mendonça e Kássio Nunes Marques passaram a atuar diretamente nos bastidores do Senado. Ambos têm conversado com parlamentares e, segundo fontes, conseguiram reverter votos importantes.

Messias, atual Advogado-Geral da União, precisa de 41 votos para ser aprovado. No entanto, enfrentava resistência de parte da oposição e de setores conservadores. Apesar disso, o cenário mudou nos últimos dias.

A costura política

Mendonça e Nunes Marques foram indicados por Jair Bolsonaro. Mesmo assim, decidiram apoiar Messias. Segundo aliados, os ministros destacaram o “perfil técnico” do indicado. Além disso, tentaram reduzir a desconfiança de senadores mais conservadores.
Como resultado, alguns parlamentares reconsideraram suas posições. Outros passaram a sinalizar apoio.

Como isso afeta o processo

A movimentação dos dois ministros revela uma influência rara. Normalmente, ministros do STF evitam interferir na votação de novos colegas. Entretanto, desta vez, a aproximação ocorreu de forma aberta e direta.
Por isso, a disputa ficou mais intensa. Além disso, o gesto reforçou a importância da bancada evangélica, que segue dividida.

O que está em jogo

A confirmação de Messias pode alterar o equilíbrio interno do STF. Ele é visto como um nome alinhado ao governo, ainda que mantenha boa relação com setores conservadores.
Assim, sua entrada pode fortalecer pautas ligadas ao Executivo. Ao mesmo tempo, pode reduzir tensões entre o Planalto e a Corte.

Ponto de vista

A atuação de Mendonça e Nunes Marques mostra que o STF segue influente na política. Além disso, evidencia que as alianças internas da Corte continuam pesando nas grandes decisões.
Mesmo que Messias seja aprovado por mérito, a participação de ministros no processo cria debates sobre limites e independência entre os poderes.