09/11/2025
Um amor real além das pistas
Três décadas após a morte de Ayrton Senna, Adriane Galisteu volta aos holofotes para falar, com emoção e franqueza, sobre o relacionamento que viveu com o piloto mais icônico da Fórmula 1. Em entrevista recente, a apresentadora comentou o novo documentário sobre Senna exibido pelo Globoplay, mas surpreendeu ao afirmar que não participou da produção.
“Vou assistir como ficção. A partir do momento que eu não participo do documentário com depoimento ou entrevista, é ficção”, declarou Galisteu.
A afirmação gerou grande repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre o apagamento de sua história na trajetória do piloto brasileiro.
“Essa história também me pertence”
Adriane viveu ao lado de Ayrton Senna durante 405 dias, período marcado por amor, viagens e a fase mais intensa da carreira do tricampeão. Para ela, ser deixada de fora da narrativa oficial do documentário é como apagar parte da verdade.
“Sofro um apagamento, mas eles não vão me apagar. Podem contar uma história diferente da que vivi, mas estou viva para contar a minha versão”, disse à revista Veja.
O desabafo reflete um sentimento de exclusão que acompanha Galisteu desde o acidente fatal em Ímola, em 1994. Na época, parte da família e da mídia não reconhecia o relacionamento, tratando-a como um “capítulo breve” na vida do piloto.
O documentário e a ausência sentida
O novo documentário de Ayrton Senna, lançado pelo Globoplay, foca na trajetória esportiva e pessoal do ídolo, mas sem incluir depoimentos de Galisteu. Ela, que acompanhou o piloto em seus últimos meses de vida, acredita que isso limita a autenticidade da produção.
“Vivi ao lado do Ayrton humano, não do ídolo. Essa história também me pertence”, reforçou.
Galisteu disse ainda que sempre encara o 1º de maio — data da morte do piloto — com profunda reflexão e tristeza, mas também como uma oportunidade de manter viva a memória do homem que amou.
“Meu Ayrton”: o novo projeto
Em resposta à ausência no documentário oficial, Adriane Galisteu anunciou um novo projeto pessoal, intitulado Meu Ayrton, em desenvolvimento pela HBO Max. A produção promete mostrar a versão da história contada sob o ponto de vista dela — a mulher que viveu intensamente ao lado do homem por trás do mito.
Segundo a apresentadora, o objetivo não é criar polêmica, mas trazer humanidade à memória de Senna. “Quero mostrar o Ayrton que o Brasil não conheceu: o que ria, chorava, fazia planos e era apaixonado pela vida”, disse.
O amor que o tempo não apaga
Mesmo após 30 anos, o nome de Ayrton Senna continua a despertar admiração, orgulho e emoção. Para Adriane Galisteu, o tempo não apaga o que foi verdadeiro.
“Eu não vivi um personagem. Vivi um amor real, com um homem extraordinário, que o mundo aprendeu a admirar, mas que eu aprendi a amar”, declarou emocionada.
Enquanto o documentário do Globoplay mostra o mito, Galisteu prepara o seu — o lado humano, íntimo e sensível de um dos maiores ídolos do Brasil. E dessa vez, quem fala é ela.




