27/10/2025
Musk quer mais influência sobre o futuro da Tesla
Elon Musk afirmou que precisa aumentar sua participação na Tesla para continuar liderando o desenvolvimento dos robôs humanóides Optimus. O empresário acredita que, sem uma fatia maior da companhia, pode perder o controle sobre a tecnologia que ajudou a criar.
Durante a teleconferência de resultados do terceiro trimestre de 2025, Musk expressou seu receio com clareza:
“Se eu construir esse enorme exército de robôs, posso ser expulso da empresa no futuro?”
Com essa fala, ele reforçou que sua motivação vai além do dinheiro. Para Musk, o que está em jogo é a liderança sobre o avanço da inteligência artificial e da robótica dentro da Tesla.
Plano bilionário com metas ousadas
O empresário propôs elevar sua participação de 13% para cerca de 25%. A medida faz parte de um pacote de compensação que pode render até US$ 1 trilhão em dez anos, desde que metas ambiciosas sejam atingidas.
Entre essas metas estão a fabricação de 20 milhões de veículos elétricos, 1 milhão de robôs Optimus e 1 milhão de robotáxis em operação global. Além disso, Musk pretende levar a Tesla a um valor de mercado superior a US$ 8,5 trilhões.
Apesar dos números impressionantes, o executivo insiste que o dinheiro não é o principal objetivo.
“Não é como se eu fosse gastar essa grana. É sobre ter influência suficiente”, afirmou.
Optimus: o projeto que redefine o futuro
O robô Optimus V3 deve ser apresentado no início de 2026. Segundo Musk, o modelo será tão realista que “será preciso tocá-lo para acreditar que é uma máquina”.
A empresa ajustou o cronograma e priorizou melhorias em design e sensores, o que adiou a meta inicial de fabricar 5.000 unidades em 2025.
Além disso, Musk destacou que o Optimus poderá executar tarefas médicas e industriais com extrema precisão. Ele acredita que a tecnologia tem potencial para reduzir a pobreza e ampliar o acesso à saúde em todo o mundo.
Mercado dividido entre críticas e apoio
Por outro lado, as consultorias de governança corporativa ISS e Glass Lewis criticaram o pacote bilionário. Elas afirmam que o plano concentra poder demais nas mãos do CEO e pode prejudicar a transparência da Tesla.
Em resposta, Musk chamou as instituições de “terroristas corporativos” e defendeu sua autonomia.
Enquanto isso, a presidente do conselho da Tesla, Robyn Denholm, saiu em defesa de Musk.
Segundo ela, “nenhum outro líder é capaz de conduzir a Tesla rumo à era da robótica e da inteligência artificial”. Para Denholm, o plano garante que o CEO mantenha seu foco na empresa e em seus avanços tecnológicos.
Muito além dos negócios
No fim, o debate sobre o poder de Elon Musk representa mais do que uma questão de ações. Ele simboliza a disputa por quem controlará o futuro da inteligência artificial e da robótica mundial.
Com o projeto Optimus, Musk não apenas cria robôs: ele projeta uma nova era para a humanidade.





