Política

O Globo persegue Silas Malafaia? Entenda!

26/10/2025

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Após uma reportagem sobre emendas milionárias ligadas ao genro de Silas Malafaia, o pastor reagiu com críticas diretas à emissora. O episódio reacende o debate sobre o viés político da Rede Globo e sua proximidade com o governo de esquerda.


O caso que gerou a polêmica

O jornal O Globo publicou uma reportagem sobre emendas parlamentares de aproximadamente R$ 14 milhões ligadas ao genro do pastor Silas Malafaia, professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

A notícia provocou forte reação do líder religioso, que acusou a emissora de perseguição e preconceito. Segundo ele, a Globo usa seu poder de comunicação para destruir a imagem de pastores e parlamentares conservadores.
Além disso, Malafaia afirmou que o grupo atua em defesa de narrativas alinhadas à esquerda, omitindo fatos que envolvem aliados do governo.

O caso ganhou repercussão nacional e reacendeu o debate sobre imparcialidade jornalística e liberdade religiosa no Brasil.


Verbas milionárias e influência política

Levantamentos da Veja e do Poder360 mostram que a Rede Globo recebeu R$ 177,2 milhões em publicidade oficial entre 2023 e 2024. O valor supera o total repassado à emissora durante todo o governo anterior.

O governo Lula justifica os repasses com base em critérios de audiência e alcance, utilizando dados do IBOPE e do IVC.
No entanto, críticos afirmam que essa relação cria dependência financeira da emissora em relação ao Estado e reduz sua liberdade editorial.

Enquanto isso, veículos independentes e regionais enfrentam dificuldades para competir por verba pública. Dessa forma, a Globo continua dominando o espaço midiático nacional, o que reforça seu poder de influência sobre a opinião pública.


Cobertura seletiva e foco em líderes religiosos

Nos últimos anos, a Globo intensificou reportagens sobre figuras religiosas e políticas de direita.
Além do caso Malafaia, o Jornal Nacional dedicou longas matérias aos pastores suspeitos de tráfico de influência no MEC durante o governo Bolsonaro.

Como resultado, líderes cristãos e conservadores passaram a enxergar na emissora um padrão de ataque sistemático.
Por outro lado, segundo eles, a Globo demonstra tolerância quando as denúncias envolvem aliados do atual governo.

Assim, o público percebe um comportamento editorial assimétrico, no qual a emissora usa o jornalismo para moldar a narrativa política, e não apenas para informar.


Relação histórica com o poder

Desde os anos 1970, a Globo mantém proximidade com governos de diferentes ideologias.
Durante a ditadura militar, o grupo apoiou o regime. Na década de 1990, aproximou-se de Fernando Henrique Cardoso.
Mais tarde, manteve contratos milionários com os governos petistas, garantindo estabilidade financeira e influência política.

Com o retorno de Lula ao poder, a emissora voltou a ocupar um papel privilegiado nas campanhas institucionais do governo federal.
Portanto, ainda que o discurso oficial defenda “critérios técnicos”, cresce a percepção de que a Globo atua de forma alinhada ao poder vigente, adaptando seu discurso conforme o cenário político.


Análise editorial

Opinião do autor: A função da imprensa é fiscalizar o poder, não servi-lo.
Quando um veículo recebe centenas de milhões em recursos públicos e, ao mesmo tempo, direciona sua cobertura contra pastores, parlamentares e vozes cristãs, o público tem o direito de questionar sua independência.

Portanto, o Brasil precisa de uma mídia plural, que trate a fé com respeito e a política com equilíbrio.
O verdadeiro jornalismo deve buscar a verdade, não a conveniência. Assim, a confiança do povo voltará a ser o maior patrimônio da imprensa.


Fontes consultadas

  • Poder360 – Relatório sobre distribuição de verbas publicitárias (2023–2024).
  • Revista Veja – Levantamento da Secom aponta R$ 177,2 milhões à Globo.
  • Portal da Transparência – Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (despesas por veículo).
  • O Globo – Reportagem sobre emendas ligadas ao genro de Silas Malafaia.
  • Jornal Nacional – Cobertura sobre pastores lobistas no MEC (2022).