Saúde / Bem-Estar
Pesquisas recentes vêm observando uma transformação nos hábitos alimentares de muitos brasileiros: há uma crescente atenção à qualidade dos alimentos consumidos, com destaque para escolhas mais integrais e uma redução no uso de farinhas refinadas, especialmente a de trigo.
O que aponta a literatura científica
Embora ainda não haja um estudo nacional específico que comprove de forma inequívoca a “eliminação total” da farinha de trigo, diversas fontes sugerem tendências nesse sentido:
- O Guia Alimentar para a População Brasileira destaca que métodos culinários e alimentos minimamente processados devem ser priorizados frente aos processados e ultraprocessados, e alerta que o consumo de pães e produtos feitos com farinha branca costuma estar presente em dietas menos saudáveis.
- Em reportagens recentes, especialistas chamam atenção para o fato de que, mesmo sem necessidade médica (como intolerância ao glúten ou doença celíaca), algumas pessoas têm optado por dietas com menor trigo refinado, com justificativas ligadas à sensação de bem-estar, digestão e controle de peso.
- A farinha de trigo branca, após processo de refino, perde importantes frações de fibra e nutrientes — por isso é frequentemente identificada como “vilã” em dietas menos saudáveis.
Motivações para essa mudança
Alguns dos fatores que impulsionam essa transformação nos hábitos alimentares:
- Maior conscientização nutricional: As pessoas estão mais informadas sobre os efeitos de alimentos ultraprocessados e buscam alternativas mais naturais.
- Sensibilidade ou desconfortos: Há relatos de que, ao reduzir o trigo refinado, pessoas percebem melhora em digestão, menos inchaço ou desconforto.
- Valorização dos integrais: Grãos integrais, como aveia, quinoa, trigo integral ou sorgo, têm sido vistos como substitutos mais nutritivos.
- Tendências dietéticas e modismos: Movimentos como “sem glúten”, “low carb” ou “clean eating” também exercem influência cultural nas escolhas alimentares.
Cuidados e ressalvas importantes
- Cortar a farinha de trigo refinada pode ser benéfico, mas não necessariamente eliminar todo trigo é indicado para todos. Especialistas alertam para carências nutricionais em quem faz remoções radicais sem orientação.
- Algumas versões de produtos sem glúten ou sem trigo são altamente processadas e podem ter mais calorias, gorduras ou aditivos para compensar.
- A exclusão de alimentos deve ser feita à luz de uma dieta equilibrada, com atenção ao consumo de fibras, vitaminas e outros nutrientes essenciais.
Impactos potenciais para a saúde
Se bem conduzida, essa mudança pode trazer benefícios como:
- Incremento no consumo de fibras e nutrientes presentes em cereais integrais e alimentos in natura.
- Diminuição do consumo de produtos ultraprocessados, ricos em açúcares, gorduras ruins e aditivos.
- Melhor regulação da digestão e potencial impacto positivo em condições como inflamação intestinal ou saúde metabólica.
Conclusão:






